“Recebeu sms e deu aquele sorrisinho… tá começando a ficar perigoso.”
“Era véspera de um sonho. Era véspera de um dos melhores dias da minha vida, se não fosse o melhor. Era véspera daqueles dias que você passa dias, semanas e até anos esperando pra que aconteça. Chegava a ser um sonho tão grande, que a ansiedade era intensa e nula ao mesmo tempo. Intensa porque cada parte do seu corpo sabia que dali a pouco algo iria acontecer. E nula porque ao mesmo tempo era como se tudo aquilo não fosse real, como se a ficha não fosse cair nunca. Era daqueles dias em que tu olha pela janela, observa a rua, ouve os uivos dos ventos e ao mesmo tempo em que dentro de você ocorre uma festa, lá fora é como se cada folha caindo das árvores soubesse que você está esperando. É como se o cantar dos pássaros entrasse em sintonia com a ansiedade dentro de ti. E foi. Cada segundo parecia uma eternidade enquanto eu esperava, enquanto eu ansiava por tudo. E junto com a ansiedade sempre vêm o medo de algo dar errado, não é? Como se todos os teus temores viessem juntos à sua mente, como se cada pensamento positivo e cada imaginação boa prevendo o dia que virá se misturasse com todas as coisas ruins que seriam prováveis de acontecer. E quando você deita, já não sabe se dorme ou se pensa. A ansiedade te cansa e te faz querer deitar a cabeça no travesseiro e dormir, mas ao mesmo tempo é o que te mantém acordado. E o tempo passa, devagar, mas passa. E o momento chega, devagar, mas chega. E de tão devagar, chega a ser rápido. E de tão devagar, quando você vê já passou. É tão devagar que quando você pisca já está sentado no sofá da sala, desejando que tudo se repita de novo. Desejando que cada véspera de sonho seja repetida, tendo a plena consciência de que se repetindo ou não, o momento estará ali, eternizado na sua memória.”
“Quando me sinto só, te faço mais presente. Eu fecho os meus olhos e enxergo a gente.”